Saúde mental

Palestra sobre saúde mental no trabalho

Palestra sobre saúde mental no trabalho com humor e base científica, para as pessoas aprenderem a atravessar dias difíceis sem se destruir no caminho e para a empresa cuidar do ambiente que adoece.

Maryana com Y no palco, em frente a um painel com a palavra Travessias
Com humor e base científica
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Por que fazer uma palestra sobre saúde mental no trabalho

Porque o trabalho pesa na cabeça de quem trabalha. A Organização Mundial da Saúde incluiu o burnout na CID-11, em 2019, como fenômeno ocupacional, e a NR-1 passou a exigir que as empresas cuidem dos riscos psicossociais.

E tem a conta que todo RH conhece: gente boa pedindo demissão sai mais caro do que qualquer programa de bem-estar. Segundo a Gallup (2019), substituir um colaborador custa de metade a duas vezes o salário anual dele. E ninguém pede demissão de time onde é bom estar.

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Onde entra o humor na saúde mental?

O psicólogo Rod Martin mapeou em 2003 quatro estilos de humor: dois que protegem a saúde mental e dois que adoecem. Humor, no sentido certo, é competência emocional treinável, não piada solta.

George Vaillant, psiquiatra de Harvard, descreveu o humor em 1977 como um dos mecanismos mais maduros que temos para lidar com a dor. E uma meta-análise de Caroline Kramer e Cristiane Leitão, publicada em 2023 na PLOS ONE, encontrou redução média de cerca de 32% no cortisol, o hormônio do estresse, em atividades com risada espontânea.

Que temas a palestra aborda?

O conteúdo é ajustado ao momento da empresa e ao público da sala.

Estresse e pressão

Como lidar com prazo, meta e mudança sem perder a cabeça nem a gentileza.

Humor como estado interno

A diferença entre humor e comédia, e os estilos de humor que protegem.

Segurança psicológica

Um ambiente em que dá para errar, discordar e pedir ajuda sem medo.

Relações no time

Comunicação leve, feedback sem ferir e conflito que não vira guerra fria.

Liderança que não adoece

O papel do líder no clima e nos sinais de sofrimento.

Riscos psicossociais

O que a NR-1 pede e o que cada pessoa pode fazer no dia a dia.

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Como a palestra trata um tema sensível?

Com leveza, que não é o mesmo que deboche. A proposta é desenvolver recursos emocionais sem transformar evolução pessoal numa experiência pesada. Ninguém é exposto, ninguém vira piada.

A palestra não é terapia e não substitui cuidado profissional. Ela dá linguagem, abre a conversa e mostra caminhos, e funciona melhor junto com o que a empresa já oferece de apoio, como programas de saúde e canais de escuta.

Uma empresa não precisa de gente engraçada, precisa de gente que consiga atravessar um dia difícil sem se destruir no caminho.

Perguntas frequentes

Que temas a palestra aborda?

Estresse e pressão, humor como competência emocional, segurança psicológica, relações no time, liderança e riscos psicossociais da NR-1. O conteúdo é ajustado ao momento da empresa e ao público da sala.

Serve para o Dia Mundial da Saúde Mental, em 10 de outubro?

Serve. A palestra entra bem no Dia Mundial da Saúde Mental, em 10 de outubro, e também no Janeiro Branco, no Setembro Amarelo, na SIPAT e na semana da saúde.

Palestra online sobre saúde mental funciona?

Funciona. A Maryana faz palestras presenciais, online e híbridas, e a participação é pensada para quem está do outro lado da tela.

Humor no trabalho não é falta de profissionalismo?

É o contrário. Amy Edmondson, professora de Harvard, mostrou desde 1999 que os times de maior desempenho são os que têm segurança psicológica, o ambiente onde as pessoas conseguem errar, discordar e pedir ajuda sem medo de punição. Humor é uma das formas mais rápidas de construir isso. E riso é fenômeno social: o neurocientista Robert Provine, da Universidade de Maryland, observou que a gente ri cerca de trinta vezes mais na presença de outras pessoas do que sozinho. Rir junto é vínculo, e vínculo segura equipe.

Qual o impacto disso no clima e nos resultados?

Emoções positivas não servem só pra passar o dia mais leve. A pesquisadora Barbara Fredrickson, da Universidade da Carolina do Norte, propôs em 2001 a teoria broaden-and-build: estados emocionais positivos ampliam o repertório de pensamento e ação, o que se traduz em mais criatividade, mais colaboração e melhor resolução de problemas. Time tenso repete o que já sabe. Time leve inventa.

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